domingo, 5 de junho de 2011

Amando de verdade

Gente nem dá pra falar como eu estou triste de estar tão sumida e postando tão pouco por aqui. Vocês me perdooam se eu disser que comecei em um emprego novo e por conta disso tive que acordar as 3:20 da manhã por dois dias seguidos essa semana? Meu cotidiano ficou todo bagunçado, agora que estou conseguindo me organizar, além de tudo isso tive um certo branco criativo, simplesmente não sabia sobre o que escrever! Se alguém tiver sugestões para uma blogueira desesperada, por favor não se achanhe.

Bom, mas o motivo do post é outro, na verdade é até um post que foge um pouquinho dos que eu costumo publicar aqu no bloguinho, mas é que esse assunto anda na minha cabeça por alguns motivos, um deles uma história que eu ouvi no meu novo trabalho e que me fez pensar de novo em coisas que sempre me inquietaram.
Vocês sabem pelo resuminho de quem sou eu aí do lado que eu sou atriz, dentre os trabalhos que eu fiz, um dos que mais me deixou orgulhosa foi uma peça sobre violência doméstica, que entre outras coisas me deu oportunidade de dar aula de teatro para mulheres que viviam em abrigos da prefeitura. Eram mulheres que em sua maioria tinham sido vítimas de violência ou simplesmente não tinham pra onde ir. Foi um trabalho muito difícil, mas muito gratificante, era lindo ver o que aconteciam quando conseguíamos realmente criar uma ligação com elas e muito rico ouvir o que elas tinham a dizer. Infelizmente não pude continuar por falta de apoio financeiro, mas posso dizer que foi o trabalho mais legal que eu já tive.
O que sempre me deixava espantada era ver o quanto essas mulheres eram fortes, lutadoras e como mesmo assim algumas delas ainda achavam que precisavam de um homem ao seu lado pra terem valor. Qualquer homem, mesmo que ele seja violento ou irresponsável ou simplesmente não as trate bem. Qualquer coisa é melhor do que estar sozinha.
O pior disso tudo é que esse sentimento não é uma exclusividade das mulheres desses abrigos. Vejo muita gente, as vezes até amigas que pensam assim, e aí aceitam tudo. Aceitam traições, aceitam migalhas de carinho, aceitam desrespeito, aceitam estar com alguém que não as valoriza, alguem que destrói a auto estima delas, que as diminui ( violência psicológica é tão terrível quanto violência física, acreditem) aceitam não ver mais os amigos, não fazer mais o que gostam, aceitam tudo, menos a solidão.
Desculpem. Sei que esse é um blog alegre, que a maioria da minhas leitoras está vivendo um momento lindo que é o planejamento do casamento, um momento em que o amor mais do que nunca deve estar presente, aí venho eu e escrevo esse post sobre coisas tão pesadas. Eu sei também que o desejo de todas nós, quando pensamos em nos casarmos, é viver pra sempre do lado da pessoa que amamos, por isso tenho que dizer que não existe amor que sobreviva a falta de respeito e se alguém está em um namoro onde já não existe respeito, não será o casamento que fará com que ele volte a existir, na verdade o que acontece é que o problema só vai se agravar se ninguém se dispuser a mudar ( e acreditem em mim, ninguém muda ninguém, as pessoas só mudam quando e se elas quiserem). Casem por amor, um amor que acima de tudo faça com que vocês amem mais a si mesmas, um amor que queira te ver crescer e que vibre com as tuas vitórias. Casem com um amor que as respeite.
Ps: Há exatamente uma semana completei oito anos de namoro. Oito anos e ainda apaixonada pra caramba. :)



Olha a gente aí. Há oito anos eu levo várias mordidas carinhosas, rs.

2 comentários:

  1. Que coisa linda, vcs estao juntos há mto tempo heeein? Felicidades por mts anooss...
    Ooba que bom que esta me seguindo!
    Vamos trocar varias ideias por aki, pode ter certeza!
    Bjs

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  2. Aêê felicidades à vcs
    linda foto
    bjo
    boa semana

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